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315, O QUARTO DA CAROLINA DIZ NO FESTIVAL JAMBOLADA -
QUALQUER SEMELHANÇA COM PESSOAS, FATOS, OU PERSONAGENS DA VIDA REAL SÃO MERA COINCIDÊNCIA.
CANÇÃO PARA ANIMAIS MODERNOS NO LANÇAMENTO DO NOSSO DISCO "CRÔNICAS DO AMANHECER"
NÃO SE USA UM SANTO NOME EM VÃO. Principalmente se este nome for o de Lou Reed, poeta e músico norte-americano. Se Andy Warhol era o papa da pop art, Lou sempre foi o padrinho das sarjetas, e suas respeitosas pelancas de hoje em dia não fazem sombra a um passado que incluiu matrimônio com um travesti, odes à heroína e “o mais triste álbum já gravado” (as aspas são de Thurston Moore, do Sonic Youth), “Berlin”. É desta obra-prima de 73 que quatro músicos mineiros “roubaram” o nome de batismo (da tristíssima canção “Caroline Says”) e tomaram emprestado alguma orientação estética e o gosto pelo (dês) gosto amargo --- take a walk on the wild side. Que esse lado selvagem está logo aqui --- nos anéis rodoviários, nas esquinas sem sócios e na penumbra dos prédios antigos e hotéis decadentes, poucos percebem.
O Carolina Diz não só percebe como faz disto acusações apaixonadas, carícias sobre as feridas, coceiras existenciais, mixando o lirismo de Drummond, Manoel Bandeira, Rimbaud e outras penas mais marginais com guitarras- baixo-vocais-baterias tocadas com raça e urgência incomuns aos dias de hoje. “Se Perder”, o primeiro trabalho lançado em 2004, além de uma declaração de intenções, trazia algumas das melhores canções do pop nacional recente, como “Lady Velvet”, “SuperJoe” e “Carolina Suja”. E uma canção mestra, “Sobras”, que confirmava o baterista César Gilcevi como o melhor letrista do país atualmente --- de seus textos nada se desperdiça, nenhum verso se joga fora, todos os pontos se fazem necessários. Como num rascunho de Dylan, tudo se aproveita. Habemus poeta, já era hora dessa geração ter esse registro.
E agora eles desnudam sua maior musa em quatorze canções/polaróides, acentuadas pela linda arte do CD. Humberto, Fernando, Denis e César fizeram de “Crônicas Do Amanhecer” um álbum que contêm tempo e espaço: Belo Horizonte, novo século.
CANÇÕES PARA ANIMAIS MODERNOS. SEJA BEM VINDO. Existe um quarto em um certo “Hotel Esplendor”, onde paredes riem da sua solidão. Se apaixone por “Mariana”, musa cotidiana nascida há vinte e cinco natais que ganha como ode uma canção pop perfeita --- destaque para o solo de Fernando Prates, guitarrista que prova o tempo todo que menos é mais. Chore por “Letícia”, declamada pelo baterista e que reprisa um golpe certeiro eternizado por Dylan em “The Lonesome Death Of Hattie Carrol” e Chico Buarque em “Construção”: transpor emoção e pesar no que era antes uma congelada notícia de jornal. Se descubra como “O Migrante”, mais um bêbado imaculado que espera algum lugar para chamar de lar. Quando alcançar os mais de oito épicos minutos da “Balada De Mateus E Renata”, terá a certeza que esta é, de alguma forma, a sua balada também.
A sonoridade “pop suja” destilada no primeiro trabalho volta ainda melhor: seja a balança pendendo mais para o pop (como na tenra “Chinelos No Corredor” e na apaixonada “O Que Me Faz Cantar”) seja pendendo para faiscantes pancadas- Greg Dulli do Afghan Whigs encararia um dueto/duelo com Humberto em “A Mesma Cruz”, além da atual, atualíssima “Em Qualquer Lugar”, cuja primeira estrofe é quase o reverso de uma tal tropa de elite (“Os ladrões te roubam/ Mas a polícia te mata”).
E talvez as estrofes mais belas dessas crônicas sejam aquelas que soam ao mesmo tempo inéditas e atemporais. “BH Blues” é a impressionante coda de um cidade que gira em torno do mitológico Edifício Maletta, com destaque para os vocais de Humberto e a ambiência conseguida pelo produtor Fabrício Galvani. “Esperando por Mim” concorre ao posto de melhor performance do grupo em CD- o baixo pesado de Dennis Martins fazendo cama para o Carolina Diz sintetizar suas maiores qualidades em uma canção. Uma puta letra, um puta refrão e uma parede de guitarras que lâmina nenhuma perfura. “Canção Para Animais Modernos” carrega consigo o spleen eletrônico do Paralaxe, banda parceira na cena mineira, com direito a participação do vocalista Fred HC e do guitarrista Rafael Carneiro e riffs de guitarra convivendo com programações. “Só Me Filio a Raça Humana Nas Contas a Pagar”, garante a banda em uma das melhores canções do CD. Eu, que não sou nenhum chato clubber estilizado, nem um rebelde bem nutrido, atesto outra coisa: filio-me a estas “Crônicas Do Amanhecer” como um personagem não creditado, como um leitor atento, como um espectador que encontra a alvorada munido da trilha ideal. Que venha o próximo amanhecer e que ele continue, poeticamente, sendo mais noite que a noite.
THIAGO PEREIRA -- Programa Alto Falante Tv Cultura
Salve! Du caralho o show no D'arte café...e a cervejada regada a rocks de 1ª também...esperamos poder dividir o palco novamente com vcs sempre que possível. Humberto, e aquela entrevista surreal com o Claudão de madrugada? kkkkkkkkkk
A banda Pelos de Cachorro, lançará nesta sexta-feira (17/10), seu novo CD Memorial dos Abismos. O show de lançamento acontece no Teatro Dom Silvério (complexo Chevrolet Hall), Av. Nossa Senhora do Carmo, 230. Horário: 20:30h. Os ingressos custam R$12 (ganha o cd na hora), e R$6 meia entrada. O show contará com iluminação e cenografia de Augustin de Tugny e programação visual do VJ Matheus Machado. Contamos com a presença de todos!
Olá !!! Obrigada por add! Qdo puder dá uma passadinha na minha página e ouve minhas músicas!!! Me diz o q vc achou ok? Bjuxxx Andressa Besson - The Lady Of The South
Fala ae galera.. valeu..z por ADD. O show aqui em MOC foi muito bom.. esperamos esbarrar em breve por outros palcos da vida. Abraços e tudo de bom pra vocês.
cara brigadão pelo disco do Carolina Diz, mto bom o som de vcs. de mto bom gosto os arranjos e de excelente nível as letras. vamos armar algo juntos em breve. foi um prazer conhecê-lo. vamos nos falando na sequência grande abraço